terça-feira, 14 de abril de 2009

Entrar e talvez sair...


Sempre tive um sério problema de timidez, só consigo ser extrovertida perto de pessoas conhecidas e às vezes nem isso. Esse "problema" se agravou um pouco quando eu era pequena, pois, tinha mania de chorar por tudo e dessa forma ganhei fama de chorona entre meus coleguinhas, desde então fui criando uma espécie de barreira para não expressar muitas emoções perto dos outros e deu tão certo que hoje em dia muitas vezes acabo sendo um pouco fria porque não tenho mais o hábito de expressar meus sentimentos com grandes ênfases.
Por acumular muitos sentimentos dentro de mim mesma e não ter o hábito de desabafar sobre tudo com alguém pode-se dizer que com 14 anos sou uma menina que vive regularmente entrando no que gosto de chamar como "início de uma depressão superficial", isso não é nada bom. Cada vez que tenho essas "crises" começo a me achar gorda, feia, não consigo parar de comer chocolate e fico me repreendendo mentalmente por causa disso, começo a remoer erros, fico cabisbaixa e sinto uma imensa vontade de chorar (embora não consiga derramar uma lágrima sequer, a não ser que a lembrança seja muito forte e trágica ao meu ponto de vista).
Como toda crise estranha, essa não dura uma vida inteira ela acaba passando quando acontece algo extremamente bom comigo. Embora não seja saudável é algo que não tenho coragem de contar para ninguém, prefiro ficar apenas conversando com um personagem fictício que criei em minha mente para servir como representante da minha consciência, funciona um pouco embora não aconselhe ninguém a fazer isso, se estiver passando por uma situação como essa fale com alguém, pois esse tipo de depressão não é brincadeira. Às vezes tenho medo de entrar numa crise e não conseguir sair fora.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Nossa!!!


Minha mãe foi comprar os ovos de páscoa no mercado, mas este ano, para ninguém ficar passando vontade uns dias antes da data, ela comprou para mim uma lata da Nestlé com bombons dentro (digo que era minha lata mas obviamente eu iria dividir o chocolate com o pessoal de casa), na lata só havia o desenho de um coelho todo sorridente e em nenhum lugar indicava o conteúdo da embalagem, quer dizer, em nenhum lugar a vista de todos.

Eu me pûs a imaginar que dentro provavelmente teria pequenos chocolates ao leite, daqueles que não vem com nenhum recheio especial dentro. Certa noite, enquanto eu e minha mãe esperávamos o telefonema de meu pai contando que havia chegado de viagem, ela sugeriu que ao invés de tomar sorvete eu abrisse a lata de chocolates que ela havia comprado, eu concordei e fui toda animada com minha mãe a me seguir.

Ao abrir a lata meu sorriso se dissipou em segundos. Dentro haviam apenas Charges e Chokitos, os dois chocolates que menos gosto e que sempre são jogados para escanteio quando aparece alguma caixa da Nestlé aqui em casa, daí seguiu-se a seguinte cena:

Eu:Nossa!

Mãe (começando a rir): Não acredito. - Põe os chocolates em cima do balcão.

Eu:Nossa!

Mãe:Putz, todos os que você menos gosta filha.

Eu:Nossa… nossa… (pegando e olhando tristemente para as embalagens azul marinho e laranja com vermelho) nossa… nooooossa…

Devo aqui me explicar para o leitor ter uma boa compreensão: minha triste surpresa havia sido tão grande que não conseguia proferir outra palavra a não ser vários “Nossa!”. Minha mãe então está fora de questão, não sabia se ela estava rindo da situação como um todo, ou simplesmente da minha cara e do colapso que eu estava tendo ou então do fato de eu não conseguir parar de falar “Nossa!”.

No fim das contas não saiu tão mal, os Chokitos estavam gostosos, quanto aos Charges deixei na Bomboniére pois, sei que meu pai vai acabar por comê-los. E depois de um exame minucioso da lata encontrei na parte de baixo um local onde estava escrito o conteúdo da embalagem.

domingo, 15 de março de 2009

Mas é de uma inexplicabilidade incrível


Quem aqui já não tentou definir a palavra amor e encontrou mais de dez significados? É, esse sentimento assim como vários outros tem um tendência a mudar de forma de acordo com o ponto de vista da pessoa.
Quando se gosta de alguém é difícil explicar o por que exatamente você quer estar com ela, creio que a explicação mais comum é: ele ou ela me faz bem. Explicação totalmente óbvia e muito lógica, afinal de contas quem vai querer ficar em companhia de um indivíduo com quem não se dá bem, se pudermos evitar com certeza passaremos longe dessas pessoas.
Vamos tentar explicar a amizade. Tenho um amigo que acredita na teoria de que a amizade é o amor fraternal que alimentamos por outra pessoa que pode ou não ter coisas em comum com você. Creio que ele tem razão, minha melhor amiga e eu temos somos praticamente como irmãs, sempre que uma precisa a outra está lá para apoiá-la, dar puxão de orelha, rir junto, pagar mico junto, enfim o que tiver que ser será.
Pra finalizar o post vou colocar uma frase de um livro que tenho aqui em casa. Esta frase foi dita ou escrita (não sei ao certo) por Iris Murdoch.
"O amor é emoção em movimento. Só se pode aprender a amar praticando o amor"

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sobre Normalidades


Muito tempo sem postar, tsc, tsc, tsc. Isto não é bom, porém eu estava na praia e ao mesmo tempo impossibilitada de acessar a internet. Mas vamos lá, gosto de viajar pois são os momentos em que minhas reflexões podem fluir naturalmente sem serem atrapalhadas pela correria da rotina. Quando vou a praia gosto de observar as pessoas que frequentam a mesma, e sempre me surpreendo ou até me divirto ao observar os passantes. Várias pessoas com trajes ou comportamentos que para mim e quem sabe até para outras pessoas podem parecer absolutamente estranhos, mas ao ponto de vista da pessoa é absolutamente normal.
Hoje o post não vai ser muito grande pois, eu não consigo desenvolver muita coisa sobre esse assunto, mas cheguei a conclusão de que ser normal não tem uma definição específica. Somos várias pessoas dentro de um único planeta, vivemos de maneiras diferentes, somos ensinados de formas diferentes. Eu por exemplo vivia tranquilamente minha vidinha até que há mais ou menos um mês atrás meu amigo me chamou para sair num domingo, detalhe: desde pequena me fizeram uma lavagem cerebral cujo objetivo consistia em que domingo não é dia de farrear com os amigos, até pode ser com a família. Para ele isso foi estranho mas para que sempre vivi nesse mundo era completamente normal.
Para finalizar, eu insisto que todos nós somos normais (tá, vamos excluir algumas pessoas cujas mentes não são um modelo de sanidade mental), continuando... todos nós somos normais, o que acontece é que nossos pontos de vista são diferentes porque crescemos e vivemos de um certo modo, mudando ao nosso jeito e nada mais normal do que vermos pessoas com hábitos diferentes como seres humanos anormais, esquisitos, estranhos, e por aí vai...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Quem é você?


Lembro muito bem que até a alguns anos atrás eu tinha uma grande amiga, umas das minhas melhores amigas para falar a verdade, hoje estamos bem afastadas, somos apenas colegas. Isso se deu por conta de vários fatores, mas um deles (o principal) foi a mudança. Nós estávamos na sexta série e ela teve uma atitude que na época era algo inconcebível para mim, devido a minha criação eu achava aquilo totalmente imoral, hoje vejo que não é algo novo, muita gente faz há muito tempo.
Mas enfim, quando tudo aconteceu fiquei chocada, até porque essa minha amiga com certeza não fazia o tipo que se encaixaria no ocorrido, lógico que isso foi o começo do nosso afastamento, pois a minha mentalidade era bem diferente da dela (ainda é), os meus limites e os dela começavam a aparecer deixando à mostra uma enorme diferença de opinião. Hoje depois que toda a confusão passou e já estou um pouco mais madura do que a dois anos atrás, posso ver que nossa amizade acabou por uma besteirinha. Eu tive uma enorme dificuldade em aceitar que a minha amiga estava mudando, aliás todas nós estávamos mudando, e para mim, isso foi bem difícil de aceitar.
Como lição aprendida eu digo que todos nós estamos sujeitos a mudanças fisícas, emocionais, comportamentais, de opinião, porém quando isso acontece com alguém muito próximo a nós, fica difícil aceitar a tal mudança, até porque você era amigo(a) do fulano(a) porque gostava do jeito de ser dele(a) e agora esse jeito de ser está sendo modificado. Aprendi que por mais radicais que sejam as mudanças, nós não devemos nos deixar abater e sempre devemos estar conscientizados de que seja como for todo mundo sempre vai guardar um pedacinho do seu próprio jeito de se de anos atrás. ;D

domingo, 9 de novembro de 2008

Mentira!!!!!!!


Desde crianças ouvimos nossos pais dizerem que mentir é muito feio e que devemos sempre dizer a verdade. Isso acontece até ganharmos um presente realmente desagradável de algum parente distante e dizermos na maior cara-de-pau: "eu não gostei dessa boneca (ou carrinho, roupa, meias, panelas, etc)".
Depois desse fora imenso, da cara de desapontamento da presenteadora e da expressão de constrangimento dos seus pais, você vai passar a ouvir uma outra teoria. A teoria de que às vezes uma mentira, (desde que pequena), é necessária para poder conviver em paz com as outras pessoas.
Lógico que não estou incentivando niguém a mentir, até porque, em poucos anos de vida já podemos perceber que a honestidade é sempre a melhor solução na maioria dos casos. Observação: eu disse na maioria e não em todos.
Nossos pais até que nos ensinam a lição certa porém encaixando-a de modo errado. Não entendeu? Eu explico. Nossos pais nos ensinam a não mentir e dizer sempre a verdade, o que é ótimo para uma criança aprender porém, eles dividem essa lição da mentira em duas partes. A primeira parte é a que eles nos contam quando aprontamos uma arte daquelas, nesse momento nós não devemos mentir. A segunda parte só acontece depois do constrangimento, eles te explicam que falar a verdade é bom, mas para manter a sociedade em paz e a família unida nós temos que distorcer (não mentir), a verdade um pouco em alguns casos.
No final quem paga o pato somos nós, as crianças que vítimas dos ensinamentos divididos em partes dos adultos que temos que chegar no parente com a maior cara de "gato-de-botas" do Shrek e pedir desculpas para o ofendido, como dizem nos desenhos "ó vida, ó céus". ;D

sábado, 8 de novembro de 2008

As novas regras do amor


Quem disse que sempre que estamos apaixonados devemos seguir as regras tradicionais do amor? Pra quem não entendeu, as regras tradicionais do amor são aqueles hábitos e costumes que todo mundo adquire automaticamente quando gosta de alguém e como a sociedade inteira tem os mesmos hábitos, já virou uma espécie de símbolo a pessoa do sexo masculino tomar uma iniciativa, ou a menina aceitar os presentes com olhares de surpresa, sorrisinhos simpáticos e risadinhas bem bizarras.
As meninas hoje em dia não precisam mais ficar aguardando semanas até que o desligado vizinho da casa ao lado resolva se tocar de que ela está interessada nele e faça alguma coisa, entre nós adolescentes da nova geração uma menina tomar iniciativa não tem problema algum, embora eu tenha certeza de que alguns meninos ainda preferem dar uma de conquistadores. Essa mais nova "atitude", diga-se de passagem, não agradou muito as pessoas da Velha Guarda, (por que será né?).
Quanto aos presentinhos que recebem olhares, sorrisinhos e risadinhas, em certa época poderia ser uma gafe de etiqueta não aceitá-los, mas atualmente eu acho muita sacanagem aceitar o presente do indivíduo, dizer que o adorou, ficar com o tal presente e por fim dar um pé-na-bunda histórico no infeliz cidadão, que vai voltar para casa de mãos abanando.
Sei que às vezes pode ser difícil dizer a uma pessoa que você não vê ela como mais que uma amiga, e a situação piora quando você tem certeza de que o dito cujo(a) realmente gosta da sua pessoa, mas enfim, é melhor dizer logo a verdade nua, crua e fria do que deixar o sujeito criando ilusões. Em pleno século 21, chego a conclusão de que no jogo do amor a principal regra mudou: dizer eu te amo só para não ser mal-educado está 'out', a nova onda agora é dizer eu te amo apenas quando o sentimento é verdadeiro. ;D

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Um drama tragicamente passageiro


Eu tenho problemas, vocês tem problemas, o mundo inteiro tem problemas, creio que sem a existência dos problemas o mundo não seria o mundo. Uma característica muito comum em todo ser humano, (normal ou anormal), é enaltecer seus próprios problemas, fazendo deles um problemão e dando a impressão de que a sua situação é bem mais desesperadora do que a situação daquele pobre velhinho ali na esquina que mal tem com o que se cobrir e passa as noites dormindo nas portas dos estabelecimentos fechados, (essa foi profunda).
O fato é que assumindo ou não, todo mundo gosta de fazer um draminha de vez em quando, até porque sempre aparece aquela alma caridosa (ou tapada) que está lá justamente pra te dar consolo, levantar a sua moral e enfim, fazer com que você tire forças sabe Deus-lá-de-onde, (hoje eu estou muito profunda).
É às vezes isso é muito bom, porém outras vezes essa atitude pode ser meio chata e totalmente inconveniente. Ponham-se no lugar da pessoa que está escutando o cidadão contando todos os seus problemas e armando AQUELA cena épica, se o desafortunado estiver com bom-humor e com paciência ele ou ela podem até aguentar o melodrama ao lado, mas se for um daqueles dias em que tu já acordou com todo o seu lado esquerdo em ação, meu colega, uma amizade ou um relacionamento está para acabar...

Quem sou eu

Minha foto
A garota que não tinha nada pra fazer continua observando o mundo tentando aprender a amadurecer.